A Propósitodo Fium do Mundo

            A propósito do fim do mundo previsto pelos maias para o ano de 2012, recebi dois comentários que me apresso a publicar. O primeiro é assinado por Lázaro Maia, que pelo nome não se perde.

 

            “Em 50 anos de vida já passei por vários fins do mundo. A começar por uma previsão atribuída a Nostradamus que, interpretado, teria dito que “a 200 chegarás mas de 2000 não passarás”. Passamos

            “Depois aturei muitos médiuns, mistificadores e muitos teóricos da psicopatologia, que também datavam o fim do mundo, especificando até a hora. Todos furados.

            “Em seguida, segundo vários astrólogos, um eclipse anunciaria o nascimento do Anticristo e o mapa astral dele tinha uma dupla cruz fixa que indicaria o fim do mundo para 2001.. Alguém leu mal o mapa, porque o mundo não se acabou.

            “Então foi a vez dos ufólogos místicos, e de Jan Val Ellian anunciando uma invasão da Terra por discos voadores que salvariam apenas um grupo restrito destinado a dar continuidade à humanidade em Ashtar, que não sei onde fica mas que eu saiba não recebeu terráqueos, porque continuamos todos aqui. Já o Jan Val enriqueceu recebendo direitos autorais do seu  muito bem vendido livro. Questionado ele disse, literalmente: “Os seres têm muito humor e mentiram para mim.” Simples, não?

            “Aí vem o calendário Maia e eu juro que nem eu nem minha família tem qualquer responsabilidade sobre ele, anunciando 2012. Espero estar vivo para ultrapassar mais um apocalipse.

“Comecei a estudar História atraído pelo assunto e descobri que, de tempos em tempos, alguém anuncia o fim do mundo. Os palestinos, por exemplo, tinham certeza do fim do mundo com a invasão romana. No ano 1000 houve uma histeria coletiva por conta da passagem do milênio e nada aconteceu, a não ser o fim do mundo feudal. Mas o que eu sei é que o próprio cardeal Ratzinger escolheu o nome de Bento XVI para confirmar uma teoria apocalíptica de milênios.

Pode ser que o aquecimento global, as marés cheias de mais de metro, o degelo dos polos, essas ameaças atuais acabem dando certo para os que insistem em prever o fim do mundo e da humanidade. Só espero que não seja antes de 2014, porque ainda tenho esperança de ver o Brasil campeão do mundo de futebol em sua terra. Sem Dunga, porque aí vai ser mesmo o fim do mundo!”

 

O  outro, por incrível que pareça, é de mais um Maia, José Maia, de João Pessoa, ma Paraíba. E diz:

“Quando Hernan Cortês chegou ao México, em 4 de março de 1519, com 11 navios, 600 soldados de infantaria, 16 cavalos e alguma artilharia transportável, já chegou fazendo sucesso. Os aztecas e os maias acreditavam que Cortês era um deus, Quetzalcoatl, redivivo, cuja volta havia sido profetizada. No dia 13 de agosto de 1521 o capitão escreveu a El-Rei informando que já havia conquistado o Império Asteca, o mais poderoso Estado de todas as Américas.

“Para os espanhóis, os astecas eram bárbaros. E satânicos, com seus sacrifícios humanos. Da cultura deles não se valeram nem aproveitaram.

“Um judeu, Bernardino Sahagun, fez amizade entre o povo da terra e registrou para a posteridade suas crenças e idéias. E percebeu que a principal crença era num ciclo natural do tempo e a certeza de que um dia o mundo teria fim. Foi ele o primeiro a escrever sobre a capacidade de cálculo matemático dos astecas, sobre suas pirâmides bem calculadas, sobre seus cálculos astrológicos e sobre seus calendários.

“Astecas e mais tinham dois calendários, um com um ano de 365 dias e outros para contar períodos de 52 anos, o equivalente a nossos séculos.No final de cada período o povo deixava as cidades e subia ao topo das montanhas, para observar as estrelas e orar. Depois, celebravam o novo período com grandes festas, acendendo fogueiras para saudar o renascimento do mundo.

“Na sua fúria destrutiva, poucos documentos astecas ficaram a salvo. O que se salvou havia sido enviado como presente ao Rei de Espanha. O mais importante foi o Códice de Dresden, escrito em hieróglifos e que só foi decodificado em 1880, na Alemanha. O códice não era asteca, era maia. E fora escrito por astrônomos que detalhavam tabelas de eclipses da Lua, do Sol, a passagem de cometas e outros fenômenos, inclusive as explosões solares.

            “Os maias tinham três calendários: o lunar, dito tzolkin, de 260 dias; o solar, dito haab, de 365 dias; e o do Nascimento de Vênus, em que os meses (uinals) tinham 20 dias, os anos tuns, 360 dias, os períodos de 7200 anos (katum) e os de 144 mil dias (baktum).

            “O número 13 era magicamente importante e eles acreditavam que após 13 longos períodos o mundo chegaria ao fim: 22 de dezembro de 2012.

            “Os maias, como os astecas, acreditavam ter ocorrido quatro eras antes daquela em que viviam. E ao final de cada uma delas ocorrera uma grande comoção que, por exemplo, a que causou o dilúvio e a que provocou o afundamento da Atlântida.

            “Sobre o fim dos tempos, maias e astecas concordavam que ele tinha a ver com o realinhamento da Terra com o Centro da Galáxia. Segundo seu astrônomos, os planetas do sistema solar são ficam em perfeito alinhamento a cada meio milhão de anos. E a combinação do efeito gravitacional sobre o campo magnético dos planetas causará uma pressão que estimulará tempestades solares e, na Terra, intensas atividades sísmicas e vulcânicas.

            “O certo é que, como os maias previram, o campo magnético da Terra está diminuindo, por conta da desaceleração da rotação do planeta, o que, em nós, simples mortais, transparece em conflitos emocionais e na impressão de que o tempo está passando mais rápido.”

 

           

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