O MAU DO HUMOR

            O mau humor permanente é uma doença que não mata, mas que está crescendo muito. Chama-se distmia. Neuroses e psicoses podem provocar mau humor nos pacientes, mas a distmia faz com que a pessoa se torne intratável, tenha dificuldade em cumprir com suas tarefas, porque cria à sua volta um clima hostil e improdutivo, gerando muito estresse e depressão nos colegas de trabalho e principalmente nos subalternos. Em alguns casos a distmia provoca até agressão física.

            Mesmo quando quer passar desapercebido, aborrecem por estarem sempre com a fisionomia fechada e permanente mau humor.

            Para os especialistas o quadro clínico é caracterizado por uma depressão do humor, geralmente muito duradoura, que pode variar de um quadro leve a uma situação grave.

            A distmia geralmente começa na vida adulta e pode durar anos, às vezes a vida inteira, mesmo sob tratamento. Quando o início ocorre tarde na vida, o transtorno é, com freqüência, a conseqüência de um episódio depressivo, associado a outro que envolva forte situação de estresse.

Muitos psicólogos dizem que o mau humor do distímico é perverso e que ele cria um estado de introversão julgadora, onde crê que as pessoas não merecem sua atenção ou seu comentário. Geralmente as outras pessoas são vistas como oponentes, adversários, até inimigos.

Os distímicos costumam ser vingativos e, quando a reação do outro não lhe interessa, pode fingir não ter ouvido, fingem não entender, irritam-se ou fazem piadas.

Quando alguém tenta alertá-lo sobre o seu comportamento, irritam-se.

Do ponto de vista psicológico o distímico tem baixa auto-estima. Costumam ser muito rígidos e, quando influentes, cobram dos subordinados com atitudes excessivamente severas.

Têm bom relacionamento com deprimidos submissos, porque esses não são capazes de contrariá-los. Mas não tem respeito por eles.

Inteligentes, têm agilidade de pensamento. O problema é que, com absoluta freqüência, abandona o tratamento medicamentoso. O tratamento que, estatisticamente, oferece melhor resultado é aquele que combina medicamentos com terapia cognitivo-comportamental, quando a análise do seu comportamento e dos seus gestos provocam conhecimento e permitem a mudança de comportamentos. Mas o terapeuta deve ser muito tolerante e insistente, sem submissão.

 

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