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A Propósitodo Fium do Mundo

novembro 25, 2008

            A propósito do fim do mundo previsto pelos maias para o ano de 2012, recebi dois comentários que me apresso a publicar. O primeiro é assinado por Lázaro Maia, que pelo nome não se perde.

 

            “Em 50 anos de vida já passei por vários fins do mundo. A começar por uma previsão atribuída a Nostradamus que, interpretado, teria dito que “a 200 chegarás mas de 2000 não passarás”. Passamos

            “Depois aturei muitos médiuns, mistificadores e muitos teóricos da psicopatologia, que também datavam o fim do mundo, especificando até a hora. Todos furados.

            “Em seguida, segundo vários astrólogos, um eclipse anunciaria o nascimento do Anticristo e o mapa astral dele tinha uma dupla cruz fixa que indicaria o fim do mundo para 2001.. Alguém leu mal o mapa, porque o mundo não se acabou.

            “Então foi a vez dos ufólogos místicos, e de Jan Val Ellian anunciando uma invasão da Terra por discos voadores que salvariam apenas um grupo restrito destinado a dar continuidade à humanidade em Ashtar, que não sei onde fica mas que eu saiba não recebeu terráqueos, porque continuamos todos aqui. Já o Jan Val enriqueceu recebendo direitos autorais do seu  muito bem vendido livro. Questionado ele disse, literalmente: “Os seres têm muito humor e mentiram para mim.” Simples, não?

            “Aí vem o calendário Maia e eu juro que nem eu nem minha família tem qualquer responsabilidade sobre ele, anunciando 2012. Espero estar vivo para ultrapassar mais um apocalipse.

“Comecei a estudar História atraído pelo assunto e descobri que, de tempos em tempos, alguém anuncia o fim do mundo. Os palestinos, por exemplo, tinham certeza do fim do mundo com a invasão romana. No ano 1000 houve uma histeria coletiva por conta da passagem do milênio e nada aconteceu, a não ser o fim do mundo feudal. Mas o que eu sei é que o próprio cardeal Ratzinger escolheu o nome de Bento XVI para confirmar uma teoria apocalíptica de milênios.

Pode ser que o aquecimento global, as marés cheias de mais de metro, o degelo dos polos, essas ameaças atuais acabem dando certo para os que insistem em prever o fim do mundo e da humanidade. Só espero que não seja antes de 2014, porque ainda tenho esperança de ver o Brasil campeão do mundo de futebol em sua terra. Sem Dunga, porque aí vai ser mesmo o fim do mundo!”

 

O  outro, por incrível que pareça, é de mais um Maia, José Maia, de João Pessoa, ma Paraíba. E diz:

“Quando Hernan Cortês chegou ao México, em 4 de março de 1519, com 11 navios, 600 soldados de infantaria, 16 cavalos e alguma artilharia transportável, já chegou fazendo sucesso. Os aztecas e os maias acreditavam que Cortês era um deus, Quetzalcoatl, redivivo, cuja volta havia sido profetizada. No dia 13 de agosto de 1521 o capitão escreveu a El-Rei informando que já havia conquistado o Império Asteca, o mais poderoso Estado de todas as Américas.

“Para os espanhóis, os astecas eram bárbaros. E satânicos, com seus sacrifícios humanos. Da cultura deles não se valeram nem aproveitaram.

“Um judeu, Bernardino Sahagun, fez amizade entre o povo da terra e registrou para a posteridade suas crenças e idéias. E percebeu que a principal crença era num ciclo natural do tempo e a certeza de que um dia o mundo teria fim. Foi ele o primeiro a escrever sobre a capacidade de cálculo matemático dos astecas, sobre suas pirâmides bem calculadas, sobre seus cálculos astrológicos e sobre seus calendários.

“Astecas e mais tinham dois calendários, um com um ano de 365 dias e outros para contar períodos de 52 anos, o equivalente a nossos séculos.No final de cada período o povo deixava as cidades e subia ao topo das montanhas, para observar as estrelas e orar. Depois, celebravam o novo período com grandes festas, acendendo fogueiras para saudar o renascimento do mundo.

“Na sua fúria destrutiva, poucos documentos astecas ficaram a salvo. O que se salvou havia sido enviado como presente ao Rei de Espanha. O mais importante foi o Códice de Dresden, escrito em hieróglifos e que só foi decodificado em 1880, na Alemanha. O códice não era asteca, era maia. E fora escrito por astrônomos que detalhavam tabelas de eclipses da Lua, do Sol, a passagem de cometas e outros fenômenos, inclusive as explosões solares.

            “Os maias tinham três calendários: o lunar, dito tzolkin, de 260 dias; o solar, dito haab, de 365 dias; e o do Nascimento de Vênus, em que os meses (uinals) tinham 20 dias, os anos tuns, 360 dias, os períodos de 7200 anos (katum) e os de 144 mil dias (baktum).

            “O número 13 era magicamente importante e eles acreditavam que após 13 longos períodos o mundo chegaria ao fim: 22 de dezembro de 2012.

            “Os maias, como os astecas, acreditavam ter ocorrido quatro eras antes daquela em que viviam. E ao final de cada uma delas ocorrera uma grande comoção que, por exemplo, a que causou o dilúvio e a que provocou o afundamento da Atlântida.

            “Sobre o fim dos tempos, maias e astecas concordavam que ele tinha a ver com o realinhamento da Terra com o Centro da Galáxia. Segundo seu astrônomos, os planetas do sistema solar são ficam em perfeito alinhamento a cada meio milhão de anos. E a combinação do efeito gravitacional sobre o campo magnético dos planetas causará uma pressão que estimulará tempestades solares e, na Terra, intensas atividades sísmicas e vulcânicas.

            “O certo é que, como os maias previram, o campo magnético da Terra está diminuindo, por conta da desaceleração da rotação do planeta, o que, em nós, simples mortais, transparece em conflitos emocionais e na impressão de que o tempo está passando mais rápido.”

 

           

Anúncio do Fim do Mundo

novembro 24, 2008

 

            No dia 12 de dezembro de 2012 o mundo vai acabar. Ou pelo menos, é o último dia do calendário Maia, que principia com a contagem do tempo em 3.114, ou seja, antes das datações arqueológicas desta misteriosa civilização.

            A civilização maia desenvolveu-se entre os anos 1800 a.C. e 1450 d.C, em um território que inclui parte da América Central da América do Sul, onde as ruínas de suas cidades e pirâmides monumentais ainda resistem ao tempo.

            Conhecidos pelo conhecimento avançado em astronomia, pelos seus cálculos matemáticos e pela precisão dos seus calendários, os maias tinham um calendário anual, solar. Com 365 dias (haab) e outro, dito de longa contagem, com ciclos de 5.125 anos. Nesse último calendário é que está estabelecida a data do fim dos tempos.

            Os astrônomos maias previram para 2012 fortes atividades cósmicas que terão impacto sobre o planeta Terra. O Sol vai passar por violentas tempestades, emitindo chamas e partículas que alcançarão o planeta azul, causando o colapso dos campos magnéticos e provocando o fim do mundo.

            Essa violenta atividade solar é confirmada, hoje, por astrofísicos. No entanto, eles negam que isso venha a significar o fim do mundo, embora reconheçam que pode provocar até uma mudança significativa no eixo da Terra. Isto, por si só, provocaria atividades geológicas de proporções catastróficas, justificando a idéia do fim dos tempos.

            Os maias acreditavam que Hunabku habita o centro da Via Láctea; e que, dali, governa o destino dos mundos, através da emissão de energia radiante que alcança a Terra através dos raios do Sol. O Sol é o mediador entre o Supremo e a Terra e a energia radiante é que traz as informações que determinam a evolução cíclica da humanidade e de toda a natureza terrena.

            O declínio do Império Maia, um mistério para os arqueólogos, teria sido produto do final de um doas grandes ciclos, porque as radiações transformadoras atuam sobre o plano físico, mas também no plano espiritual e das idéias.

            Estudiosos dos maias afirmam que estamos vivendo hoje a Quarta Era do Sol e que antes da criação do homem moderno existiram três eras, destruídas respectivamente pela água (o dilúvio?) pelo vento e pelo fogo. Nosso ciclo será destruído pela fome, depois de uma chuva de sangue (guerra?) Segundo as profecias do rei Pacal Votan, as atividades solares de 2012 provocarão o fim de um ciclo e não o fim do mundo. As mudanças já estão em curso, transformando o meio-ambiente de tal modo que o ser humano não vai poder viver sem se adaptar.

            O autor do livro A Serpente Emplumada, Alberto Beuttenmüller, que estudou as profecias maias, entende que as mudanças começaram em 1988

E que chegará ao ápice em 2013.

            Maurice Coterrel, outro estudioso do assunto, diz que o apogeu e o declínio das civilizações coincide sempre com a maior intensidade das variações para cima das manchas solares. Entre as mudanças notáveis que caracterizariam o começo e o fim dos ciclos estão mutações genéticas, grandes alterações climáticas, fenômenos geológicos (terremotos, maremotos, erupções vulcânicas) e grandes manifestações sociais.

            Os estudiosos falam em sete profecias maias:

1.      Em 1999 começaria o confronto da Humanidade com suas próprias realizações. Que serão cada vez piores se o ser humano não reavaliar e mudar seu comportamento materialista, egoísta, corrupto, ignorante, destruidor de recursos naturais e propagador da miséria.

2.      A segunda previa o eclipse solar de 11 de agosto de 1999, afirmando que a sombra da lua provocaria conflitos na Europa Central, no Oriente Médio, no Irã, Iraque, Paquistão e Índia.

3.      A terceira aponta o desflorestamento, a poluição, a degradação ambiental, o efeito estufa e o aquecimento global como o início do comprometimento das reservas naturais de água potável e anunciando as Guerras da Água, seca, fome, novas doenças com grande mortalidade principalmente entre os pobres.

4.      A quarta ainda se refere ao aquecimento global, anuncia a diminuição das calotas polares e a elevação do nível dos oceanos, com a conseqüente inundação das faixas litorâneas. Prevê o surgimento de terras verdes na Antártica, e que uma grande parte do Japão afundará no mar. E o deslocamento dos pólos.

5.      A quinta profecia refere-se a uma profunda crise econômica mundial provocada pelo delírio do consumo, pela ilusão do sistema financeiro que substituiu a riqueza real pela riqueza virtual e sem valor. E anuncia graves crises de depressão, ansiedade e quedas das bolsas.

6.      A sexta anuncia a passagem de um cometa, que anuncia o fim do mundo.

7.      A ultima profecia prevê mudanças genéticas no organismo humano, com o desenvolvimento de faculdades extra-sensoriais, principalmente da telepatia, permitindo a transmissão do pensamento e a leitura do pensamento alheio; o desenvolvimento da capacidade de auto-cura e o fim das doenças e desgraças do mundo. Mas isto chegará apenas para os sobreviventes do Grande Cataclisma, que povoarão o Novo Mundo, purificado e adequado para um ser humano melhor, destinado a conquistar novos mundos e colonizar estrelas.

 

 

FUNDAMENTAL É O FUNDAMENTAL

novembro 11, 2008

            O principal desafio da educação no Brasil é a qualidade do ensino fundamental. O resto, é o resto.

            A função da escola é ensinar a ler, a entender o que lêem, a falar corretamente e saber se expressar, a usar números para resolver problemas do mundo real e a ter uma compreensão básica de ciência. Paralelamente a escola deve incentivar e desenvolver a criatividade, a cidadania e o equilíbrio emocional. A escola que consegue isso para a maioria tem qualidade. A que não consegue, não tem. Simples assim.

            O que é uma escola com qualidade? A que tem um diretor ou diretora bem escolhido, que tenha liderança, que ouve seus professores e seus alunos, que sabe manter a disciplina e é capaz de uma gestão profissional. É o diretor que sabe criar o clima emocional da escola e mantê-la. É o diretor capaz de reconhecer e incentivar os bons professores, os que sabem o assunto e sabem dar aula. Não adianta ser entendido em Piaget e Vygotsky, mas não saber ensinar a ler. Ou a fazer contas.

            Para melhorar a educação no Brasil já existem bons programas de gestão de escola. São baratos e têm grande impacto. Assim como há bons livros, com exercícios. E professores preparados para usar esses livros e com tempo e disposição para prepararem suas aulas. Professores que saibam manter a disciplina em sala de aula, porque não há aprendizado sem disciplina.

Professores que saibam distinguir autoridade de autoritarismo, que imponham regras e coloquem limites, que estabeleçam metas claras, possíveis de serem cumpridas, do conhecimento de todos.

            Nenhum país de alto investimento deixou de investir pesadamente na educação fundamental.

            Para começar do começo é preciso combater as altas taxas de evasão escolar. A média brasileiras é de mais de oito alunos em cada cem, e no Rio de

Janeiro chega a mais do dobro, maior até do que a do Nordeste (13,6%).

            Para evitar a evasão, em primeiro lugar, é preciso ter uma escola de qualidade, mas professores bem informados estimulam suas crianças com atividades dentro e fora dos muros da escola, como passeios e excursões orientadas. Melhor ainda quando os próprios alunos debatem e escolhem os programas que querem fazer.

            Uma boa escola é uma escola integrada, onde a merendeira e o segurança têm função maior do que simplesmente dar de comer ou vigiar.

            O primeiro princípio de um professor numa escola de qualidade é ter a certeza de que é um agente transformador, um agente de esperança, alguém preparado para entender e explicar.

O MAU DO HUMOR

novembro 6, 2008

            O mau humor permanente é uma doença que não mata, mas que está crescendo muito. Chama-se distmia. Neuroses e psicoses podem provocar mau humor nos pacientes, mas a distmia faz com que a pessoa se torne intratável, tenha dificuldade em cumprir com suas tarefas, porque cria à sua volta um clima hostil e improdutivo, gerando muito estresse e depressão nos colegas de trabalho e principalmente nos subalternos. Em alguns casos a distmia provoca até agressão física.

            Mesmo quando quer passar desapercebido, aborrecem por estarem sempre com a fisionomia fechada e permanente mau humor.

            Para os especialistas o quadro clínico é caracterizado por uma depressão do humor, geralmente muito duradoura, que pode variar de um quadro leve a uma situação grave.

            A distmia geralmente começa na vida adulta e pode durar anos, às vezes a vida inteira, mesmo sob tratamento. Quando o início ocorre tarde na vida, o transtorno é, com freqüência, a conseqüência de um episódio depressivo, associado a outro que envolva forte situação de estresse.

Muitos psicólogos dizem que o mau humor do distímico é perverso e que ele cria um estado de introversão julgadora, onde crê que as pessoas não merecem sua atenção ou seu comentário. Geralmente as outras pessoas são vistas como oponentes, adversários, até inimigos.

Os distímicos costumam ser vingativos e, quando a reação do outro não lhe interessa, pode fingir não ter ouvido, fingem não entender, irritam-se ou fazem piadas.

Quando alguém tenta alertá-lo sobre o seu comportamento, irritam-se.

Do ponto de vista psicológico o distímico tem baixa auto-estima. Costumam ser muito rígidos e, quando influentes, cobram dos subordinados com atitudes excessivamente severas.

Têm bom relacionamento com deprimidos submissos, porque esses não são capazes de contrariá-los. Mas não tem respeito por eles.

Inteligentes, têm agilidade de pensamento. O problema é que, com absoluta freqüência, abandona o tratamento medicamentoso. O tratamento que, estatisticamente, oferece melhor resultado é aquele que combina medicamentos com terapia cognitivo-comportamental, quando a análise do seu comportamento e dos seus gestos provocam conhecimento e permitem a mudança de comportamentos. Mas o terapeuta deve ser muito tolerante e insistente, sem submissão.