A Força dos Ventos

            De toda a energia consumida no mundo, atualmente, 1,3% é energia eólica, isto é, produzida a partir do vento. São quase 100 mil megawatts de capacidade instalada, principalmente na Alemanha, nos Estados Unidos e na Espanha.

            No Brasil, com todo o Proinfa, um programa para incentivar fontes alternativas de energia, apenas 0,1% da energia gerada em 2007 foi eólica. Até abril de 2008 só um terço dos 3,3 mil MW contratados estavam em operação.

            Agora, anuncia-se o fim do programa até o fim do ano e não há qualquer informação sobre o futuro do incentivo às fontes alternativas. O que se sabe é que o Proinfa foi um insucesso.

            Até 2006 o Brasil estava entre os vinte maiores geradores de energia eólica, mas não foi para frente. Em 2007, tendo crescido apenas 4,3% na sua produção, o país já estava em 25º lugar.

            O problema, como faz questão de salientar a Casa Civil da Presidência da República,é que essa energia é cara, embora pareça barata. Ela está custando cerca de R$ 220 o MW/h. Se o combustível (vento) é de graça, ela exige um enorme investimento,

            Por exemplo: uma usina com capacidade de 25 MW que está sendo instalada em Pernambuco vai custar cerca de R$ 110 milhões.

            Os ecologistas dizem que é energia limpa, que não traz danos ao meio ambiente, é renovável e não precisa alagar grandes áreas. É verdade; com uma vantagem: no período de menor fornecimento das hidrelétricas, por conta da falta de chuvas,coincidentemente é o período dos ventos.

            Os caminhos da sustentabilidade energética no país passam pela energia eólica, sem dúvida, mas fazendo as contas (sem contar o prejuízo ambiental) o custa da energia térmica por carvão é pouco mais da metade do custo da energia eólica.

            É, no momento, um problema político: devemos pagar mais, para reduzir as emissões que provocam o efeito estufa?

            Outro problema é a dificuldade de cumprir a obrigação legal de ter 60% de nacionalização dos componentes na montagem das centrais eólicas. Faltam incentivos (como na Alemanha e na Espanha) e uma estrutura regulatória com incentivos fiscais e leis locais que criem condições favoráveis ao estabelecimento de fábricas de turbinas eólicas. Assim como falta maior incentivo ao desenvolvimento de pesquisas e inovação tecnológica.

            Os modernos moinhos de vento estão cada vez mais desenvolvidos, do ponto de vista tecnológico, para aproveitarem os ventos ao máximo, e devem ser adaptados às condições locais.;

            O mundo está aprendendo: a capacidade de energia eólica está crescendo 30% ao ano e a Alemanha já tem 45% de toda a sua energia explorando os ventos.

            No Brasil, principalmente no Nordeste, temos condições de usar o s ventos como uma excelente fonte complementar. Como a energia solar. Seria melhor que déssemos mais atenção a esses projetos do que às velhas e sujas térmicas a carvão e a óleo.

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