Tatuagem e Piercing

            Duas das formas de modificar o corpo, as mais usadas, são a tatuagem e o peircing.

 

            A tatuagem é, das formas de modificação do corpo, talvez a mais conhecida do mundo e a mais antiga. Tatuar é a arte de pigmentar a pele com a aplicação subcutânea feita através de agulhas com tinta. Durante muitos séculos a tatuagem era irreversível e a tentativa de remoção deixava cicatrizes, marcas e variações da cor da pele,

            Há provas arqueológicas de tatuagens egípcias de 400 mil anos antes de Cristo. E tatuagens coloridas anteriores a 2000 antes da era cristã. A tatuagem cerimonial também era comum na Polinésia, nas Filipinas, na Indonésia e na Nova Zelândia, onde os maoris são considerados os maiores tatuadores de largas áreas (freqüentemente o corpo inteiro),

            Na Idade Média a Igreja Católica baniu a tatuagem, afirmando que ela era um desrespeito à criação do Senhor (o corpo humano). No ano 787 foi expressamente proibida pelo Papa com o argumento de que era “coisa do demônio”. A Igreja, assim, pretendia mudar antigas culturas e costumes, em favor da sua doutrina.

            Isso gerou um preconceito e qualquer cicatriz, má formação ou desenho na pele era visto como marca do demôno”.

            No século 18 a tatuagem tornou-se bastante popular entre marinheiros, especialmente os que viajavam para os Mares do Sul.

            A palavra tatuagem vem do francês tatouage e do inglês tatoo, cuja origem é o taitiano tatau, uma onomatopia do barulho dos martelos de madeira batendo as espinhas de peixe. Todos os povos do Oceano Pacífico, na região dos mares do Sul, praticavam a tatuagem.

            O pai da palavra tatoo seria o capitão James Cook (também divulgador do surf), que escreveu em seu diário a palavra tattow como sendo o som da tatuagem.

Marinheiros ingleses, principalmente, foram os que divulgaram a tatuagem pelo mundo. Mas, quando o Reino Unido adotou a tatuagem como forma de identificação de criminosos em 1879, a partir daí a tatuagem ganhou  má fama e a conotação de fora-da-lei no Ocidente.

Mesmo assim, a tatuagem continuou sendo feita, principalmente q   uando Samuel O’Reilly desenvolveu um aparelho elétrico para fazer tatuagem.

Durante a Segunda Grande Guerra a tatuagem ficou muito popular entre soldados e marinheiros que mandavam gravar o nome da pessoa amada… Mas os nazistas também usaram tatuar o número de registro no braços das vítimas enviadas aos campos de concentração: judeus, ciganos e homossexuais.

No Brasil a tatuagem elétrica só chegou nos anos 60, em Santos, onde foi introduzida pelo dinamarquês Knud Harold Likke Gregersen (Lucky Tatoo). Só que a sua loja era na zona de prostituição do porto, o que deu má imagem para as tatuagens.

A tatuagem, fora da Polinésia, sempre foi marcada por preconceito e discriminação, mas nos últimos anos chegou aos moços, principalmente as moças.

 

Outra forma de modificar o corpo humano é furar o corpo para introduzir peças de metal esterilizado.

Os papuas da Nova Guiné usam piercing principalmente no nariz e as decorações corporais servem para dar às pessoas as virtudes do animal de que provêm esses adornos.

Nossos kayapós perfuram as orelhas dos recém-nascidos e o lábio de baixo dos meninos pequenos. O chefe kaiapó tem a prerrogativa de ostentar um adorno labial de quartzo nas cerimônias.

Para os esquimós do Alasca, o piercing no lábio e na língua marcam o momento da transição da criança para caçador.

Na Índia é comum que as mulheres furem o nariz, o septo nasal e as orelhas e a ala do nariz (onde a prática é reservada às castas mais altas, para a colocação de um brilhante).

O septo nasal perfurado é originário da Nova Guiné,

Na época dos faraós o piercing no umbigo era exclusivo da família real.

Os maias e os astecas perfuraravam lábios, nariz e orelhas.

Há diversos materiais para o piercing. O que se diz é que o material mais  indicado é o aço cirúrgico, mas não é verdade: o material que provoca menos reação e alergia é o titânio, ou o teflon. Não é recomendável o uso de ouro, por ser altamente alergênico.

Quem faz piercing não deve entrar no mar enquanto a cicatrização não estiver completa. Nem colocar álcool no local, água oxigenada, mertiolato e mercúrio. Os piercings devem ser lavados com água e sal ou sabonete anti-séptico.

O tempo de cicatrização varia de dois meses (lábio, bochecha braço, até um ano (cartilagem da orelha), variando de 8 semanas (pênis) a 8 meses (sobrancelha). Consulte sempre o especialista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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