Nossa Realidade É Virtual…

     

            Uma nova teoria sugere que o universo não é real e que o chamado Big Bang não passa da inicialização de realidade virtual que já dura 15 bilhões de anos. A tese é do cientista Brian Whitworth, do Centro de Matemática e Computação Teórica da Universidade de Massey, Auckland, Nova Zelândia.

            É a primeira vez que um homem de ciência sugere que a realidade que vivemos não é objetiva, mas uma realidade criada pelo processamento de informação.

            Em defesa de sua tese ele começa lembrando que a física tem algumas leis estranhíssimas, embora todas provadas na teoria por equações matemáticas e na prática por experiências. E pergunta porque há necessidade de uma física macro, para as coisas observáveis, e um física micro, a quântica,

para tudo que é menor que o átomo… As partículas quânticas são teleportáveis e podem interagir simultaneamente quando induzidas ao emaranhamento quântico, de modo que se uma partícula fica num estado a sua gêmea ficará no mesmo estado, ainda que esteja em outro planeta.  Já na física da relatividade, a velocidade da luz não muda, é absoluta, enquanto a gravidade pode curvar o espaço e o tempo.

Brian lembra que, segundo a teoria do Big Bang, antes do universo não havia coisa alguma. Ele pergunta: como é possível que alguma coisa surja do nada e de tempo algum? Para ele, a aceitação de que vivemos uma realidade virtual, não objetiva (que nos parece bem real e palpável apenas porque fazemos parte dela) resolve todos os problemas da física.

A idéia do Big Bang faria sentido: é um grande boot e não há problema se antes do universo não havia nada, “porque antes não haveria mesmo tempo e espaço da forma como definidos no universo virtual”, “da mesma maneira que antes se  iniciar um computador nada existe.” Depois, esse universo virtual andaria de mãos dadas com todo tipo de cálculo, como quer a física, porque o processamento da informação é sua própria razão de existir.

“A teoria de uma realidade virtual poderia reconciliar a contradição entre a relatividade e a teoria quântica. A primeira mostraria como o processamento da informação cria o espaço e o tempo, e a segunda mostraria como, através do mesmo processamento, seriam criados energia, matéria e carga”, escreve Brian. “A famosa equação de Albert Einstein de transformação de matéria em energia seria simplesmente a informação indo de uma forma a outra…”

Embora cite o filme Matrix na sua tese, Brian afirma que no filme a realidade simulada existe dentro de um mundo físico. O que ele propõe é muito mais radical: que tudo o que existe seja fruto de um processamento externo. “Nosso próprio ato de observar o mundo pode cria-lo”, diz ele. Assim como na tela do computador, à medida que andamos por um mundo virtual ou game, o PC vai calculando a parte do mundo que estamos vendo e a exibe, no universo virtual isso também acontece, só que em três dimensões e dentro de nossa noção (programada, como são também as nossas sensações) de espaço e tempo.

A questão é que a interface em que vivemos é diferente de qualquer outra. Afinal, não somos feitos de pixels (ou somos?) e experimentamos tudo de dentro. Isto é, lembra André Medeiros nO Globo, se formos reais jogadores. Ai, como ele mesmo escreve, já seria outra história.

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