A Arte do Rabo de Galo

Este é um breve discurso prático, honesto e bem humorado, em torno de copos e garrafas e de todo o prazer que se pode tirar deles com amor, engenho e arte. Onde se lê sobre conceitos e preconceitos e toda a teoria indispensável à boa prática dos coquetéis, inclusive dando notícia detalhada do que é um. Com capítulo sobre o uso e o abuso do álcool, as medidas preventivas e mais tudo sobre e a ressaca. Por muito obrarmos de leituras e bem tomarmos da prática, dedicamos esta obra e suas receitas à jovens de boa vontade e ao homens de bom gosto interessados em gozar A ARTE DO RABO DE GALO

Introdução Indispensável, Irreverente e Com Fundamento Científico

Contendo informações sobre o uso e o abuso do áslcool, estabelecendo conceitos e desfazendo preconceitos.

Senhoras e senhores, todos têm álcool no sangue, inclusive a Senhora Prersidente da Liga Antialcoólica e o digníssimo Diretor-Executivo da Sociedade Pró-Temperança. E, queiram admitir ou não, é isso que os mantém vivos e sadios.

 É verdade que esse álcool não passa de 0,003 por cento, mas devemos destacar a natureza vital e indispensável de sua presença no organismo humano interessado em sobreviver. Salientamos também que ess presença é generosa e jamais excessiva, enquanto outra secreções podem ser (e geralmente são) mortais nos seus excessos, como a adrenalina, a pituitrina e a bile.

Para que o nosso laboratório químico particular produza o álcool suficiente e necessário, devemos consumir, diariamente, uma quantidade razoável de carboidratos. Mas não custa ajudarmos nosso pobre organismo a manter seu equilíbrio, tirando disso algum prazer.

Médicos sem preconceitos tolos são os primeiros a afirmar que o álcool, consumido em quantidades razoáveis, é inofensivo. Melhor ainda: moderadamente consumido é um estímulo para o apetite, ajuda a digestão, relaxa os nervos e os músculos, prolonga a vida, dando-lhe mais qualidade e parazer. Em certos casos, pode até ser indicado como remédio e tratamento específico para algumas doenças e estados clínicos.

O Abuso do Álcool

É evidente que o abuso do álcool, esporádico ou crônico, produz indesejáveis efeitos sociais e físicos.

Fisicamente, álcool em excesso precipita a pepsina contida  nos sucos gástricos, produzindo uma secreção demasiada de muco, catarro gástrico. Daí a hiperacidez, náusea e vômitos. É preciso levar em conta ainda que o álcool atua sobre o tecido nervoso, inclusive o cérebro, mais depressas do que sobre qualquer outro órgão. Doses excessivas de álcool anestesiam o cérebro, provocam fadiga, falhas de coordenação motora, chegando até às perigosas manifestações de inércia muscular e do próprio cérebro.

Se dirigir, não beba, Ser beber, chame para acompanhá-lo.

O alcoolismo crônico é um doença peculiar aos mentalmente instáveis. Não há motivo para criticar a bebida em razão dos que se embriagam, como ninguiém critica a comida porque simplesmente há gente capaz de comer até morrer de indigestão.

O bom bebedor sabe que, depois de um determinado ponto, não dás mais para sentir o aroma e o sabor de uma bebida. É a hora de parar, pois desse ponto em diante ninguém está bebendo por prazer.

 Há, sem dúvida, alguns infelizes tão sensíveis ao álcool que não podem tomar um bom gole sem sofrer os seus efeitos. Como há os que não podem ou não sabem parar. Esses não devem beber, ou devem procurar um bom médico.

Preconceitos

A verdade, no entanto, é que falam muito mal do álcool, com flagrantes injustiças. O exemplo mais citado em desabono do álcool é a sua conhecida capacidade de provocar cirrose hepática. E, no entanto, há mais gente que bebe entre os doentes do fígado por uma simples razão estatística: há muito mais gente que bebe do que abstêmios.

Mas há outras burrices de sentido contrário: uma boa dose de bebida é santo remédio para quem foi picado de cobra. Errado.

Outra falsa crença é imaginar que o álcool aquece o corpo, quando seu efeito é exatamente o oposto. O álcool inibe parcialmente a ação vasoconstritora, provocando uma ação dilatadora dos vasos sang6uíneos e um afluxo maior de sangue nos pequenos vasos da superfície do corpo. NUma atmosfera aquecida, ou moderadamente refrigerada, há na realidade a impressão superficial de aquecimento. A verdade é que a precipitação do sangue faz com que o calor se extinga muito mais rapidamente do que foi gerado, provocando o esfriamento do corpo. O aumento da transpiração que o álcool provoca faz baixar a temperatura. Por isso mesmo é usado como sudorífico e para fazer baixar a febre.

Muita gente acredita que beber constantemente dá úlcera de estômago. Não está cientificamente comprovado. Mas se você tem a sua úlcera é conveniente não beber, para não irritá-la com o álcool e com a agitação dos sucos gástricos.

Outra acusação que pesa sobre o álcool é a de contribuir para a arteriosclerose, quando a verdade é que você deve beber, se seus vasos demonstram a desagradável tendência de esclerosar. Vasodilatador, o álcool permite que o sangue circule livremente pela artérias, veias e capilares, ida e volta ao coração

Consta ainda que o álcool provoca oligofrenia. Os desajustados, os que sofrem anormalidade psicossomáticas, realmente tendem a beber mais. Ou demais. Mas o álcool será uma fuga e não a causa.

Para os que acreditam que o álcool é um estímulo para o espírito, muito cuidado. Isto é verdade, em doses reduzidas. Aí, o aumento da transpiração e a força da contração sistólica do coração tornam o pulso mais regular, a mente se aguça, o humor melhora, as emoções se libertam. Mas à medida em que você pretendsa aumentar seu espírito com o álcool, entenda que o efeito será contrário: ele passa a ser um sedativo, capaz de embotar qualquer espírito.

Por si só o álcool não engorda, a não ser quando tomado em quantidade substancial. O álcool produz energia de alto valor calórico e é o alimento que o organismo assimila mais prontamente, por não exigir processo digestivo ou qualquer outro esforço. Ele fornece cerca de sete calorias por grama, mais ou menos o teor da manteiga,m duas vezes o dos cremes, cinco vezes o da carne magra e dez vezes o do leite. Mas como não podemos viver só de calorias e precisamos de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais, além de alguma quantidade de massa, não dá para beber apenas, é preciso comer. Aí, se nossa dieta tiver excesso de calorias, elas vão-se armazenar no organismo e acabremos gordos.

A mais estúpida das superstições é também a mais difundida em todas as camadas e emtodo o mundo: misturar bebidas faz mal, principalmente misturar bebidas fermentadas e bebedas distiladas. A afirmação carece totalmente de fundamento científico. O problema está naquilo que vamos misturar e não na mistura, como veremos mais tarde no capítulo da ressca.

Devemos ainda uma informação indispensável: é preferível tomar bebidas secas e fortes à bebidas doces e fracas, do ponto de vista do amanhã.

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